30 outubro, 2006

Macunaíma vai às urnas

por Rodrigo Rocha em 30 de outubro de 2006

Macunaíma é o anti-herói tupiniquim clássico: indolente, fraco de espírito, moralmente flexível e dono de um caráter duvidoso. O personagem foi criado pelo genial Mário de Andrade para representar uma parcela dos defeitos mais visíveis dentre aqueles já definitivamente arraigados no modus vivendi do brasileiro mediano. Macunaíma é, portanto, um épico de crítica, uma ilustração inglória da cultura de malandragens, de “jeitinhos” e, muitas vezes, de patifaria pura e simples.

O mito de Macunaíma em nenhum momento deixou de povoar o inconsciente coletivo nacional, e os fatos com que acabamos de nos confrontar na vida política do país servem para evidenciar o quanto ainda estamos distantes de nos desvencilhar de vez desta transgressão cultural tão vexatória.

O triunfo da desonestidade, da impunidade, da criminalidade e da pilantragem está exposto em letras garrafais nas manchetes de todos os jornais de hoje, para desespero e vergonha dos brasileiros honestos e conscientes. Não, não estou dizendo que todos os eleitores que depositaram seus votos em Lula sejam, necessariamente, como ele. Mas é impossível não assinalar a constatação bizarríssima de que o espírito de Macunaíma está longe de abandonar as opiniões, palavras e gestos do povo brasileiro; um povo que deu, mais uma vez, provas de que ética a caráter são conceitos infinitamente relativos para seus delicados intelectos.

Não deixa de ser estarrecedor, ainda, a forma como as coisas se deram: nunca antes o leviatã macunaímico brasileiro havia se manifestado com tamanha intensidade e virulência. Talvez seja um caso único na história da humanidade que um grupo de pessoas comprovadamente envolvidas com crimes como fraude (caso dossiêgate), corrupção ativa e passiva (mensalão, valerioduto, caixa 2, sanguessugas), tráfico de drogas (a campanha de Lula em 2002 recebeu cerca de 5 milhões de dólares da narcoguerrilha colombiana), enriquecimento ilícito (vide Lulinha e Lurian, filhos de Lula), assassinato (caso Celso Daniel), dentre outros crimes execráveis, ainda assim tenha conseguido angariar votos suficientes para legitimar e perpetuar seus crimes por mais 4 anos. A capacidade brasileira de abstrair a ética e relevar o inaceitável nunca foi tão bem evidenciada.

É fato que uma eventual vitória de Geraldo Alckmin neste pleito também não significaria, sob nenhuma hipótese, a instauração repentina de um governo 100% ético, sério e comprometido fielmente com a agenda do verdadeiro crescimento - agenda esta que é composta invariavelmente por medidas hoje tidas como “impopulares”, como uma reforma radical do sistema previdenciário, a retomada dos processos de privatização de estatais mastodônticas e a adoção de uma política externa que retirasse o Brasil da rota furiosa do socialismo de Chávez, Castro e Morales.

As posições de Alckmin a respeito destas questões algumas vezes são um tanto quanto nebulosas e até contraditórias. Contudo, também é preciso reconhecer que o aspecto ético, por si só, já deveria ser mais do que suficiente para que o candidato tucano tivesse vencido essas eleições de forma acachapante. Só seria diferente mesmo numa nação de Macunaímas.


Leia o artigo completo no Mídia sem Máscara.

22 outubro, 2006

A Justiça tem de intimar Lula

A Justiça tem de intimar Lula a explicar suas reuniões clandestinas com narcotraficantes e seqüestradores.

Há dezesseis anos o sr. Luís Inácio Lula da Silva, junto com outros líderes esquerdistas, se reúne regularmente com os representantes de entidades criminosas como as Farc, fornecedoras de cocaína ao mercado nacional, e o MIR chileno, seqüestrador de brasileiros.

O órgão que promove esses encontros chama-se Foro de São Paulo. Foi Lula quem o fundou e presidiu até 2002, mas mesmo depois de assumir a presidência da República continuou participando dos encontros.

Recentemente ele declarou, entre os participantes do Foro, que essas reuniões eram propositadamente camufladas, para que ninguém soubesse o teor do que ali se falava. Mas admitiu também que as conversações foram decisivas para ajudar Hugo Chávez a sair vencedor no referendo de 2004.

Outro resultado foi uma resolução coletiva, emitida poucos meses antes da eleição de 2002, que tomava partido das Farc no confronto com o governo colombiano, acusando este último de “terrorismo de Estado”. A resolução foi assinada por Lula depois de o traficante Fernadinho Beira-Mar ter confessado que comprava cocaína das Farc para distribuí-la no Brasil, destruindo as vidas de milhões de nossos compatriotas, inclusive crianças.

Ao mesmo tempo, o Exército notificava freqüentes tiroteios com as Farc na selva amazônica, e as polícias estaduais informavam que agentes dessa organização narcotraficante estavam dando treinamento de guerrilha urbana a bandidos do Comando Vermelho e do PCC.

Com que autoridade um presidente da República se reúne em segredo com criminosos notórios para ajudar um político estrangeiro seu amigo, intervindo nos assuntos de uma nação vizinha sem dar ciência disto ao Congresso ou à opinião pública? Com que autoridade ele nos torna a todos “solidários” com agressores do país, com seqüestradores de brasileiros e com assassinos das nossas crianças?

As Farc e o MIR são inimigos do Brasil. Lula é amigo deles.

Ele tem sabido proteger esse segredo tenebroso, graças à ajuda de seus colaboradores infiltrados na mídia. Simplesmente não é possível admitir que esse conspirador sinistro se apresente candidato às eleições presidenciais antes de prestar esclarecimentos cabais sobre esse aspecto encoberto e clandestino das suas atividades.

As autoridades judiciais devem intimar Lula a entregar imediatamente toda a documentação das reuniões do Foro de São Paulo e a explicar as estarrecedoras declarações que fez no discurso que proferiu no décimo-quinto aniversário dessa entidade em 2 de julho de 2005, no qual confessa ter ludibriado o Congresso e o povo para ajudar Hugo Chávez por baixo do pano.

Olavo de Carvalho
www.olavodecarvalho.org

Documentos e provas:
* Atas das reuniões e resoluções do Foro de São Paulo (durante algum tempo tempo este material constou do site do próprio Foro, mas foi retirado logo que comecei a citá-lo nos meus artigos).

* Discurso de Luís Inácio Lula da Silva no décimo-quinto aniversário do Foro de São Paulo.


* Análise do documento acima.

* Evasivas do assessor do PT, Giancarlo Summa.

* Nova nota oficial do PT sobre o Foro de São Paulo e comentários meus.

* Outros materiais de interesse sobre o assunto.

Todo brasileiro que tenha recursos para isso está autorizado e solicitado desde já a reproduzir este aviso e fazê-lo publicar no órgão de mídia de sua preferência, assim como a divulgá-lo por quaisquer outros meios ao seu alcance.
LEI COMPLEMENTAR N° 112, DE 1º DE JULHO DE 2002

Art. 5º É vedado ao servidor público:

I - o uso do cargo, emprego ou função, bem como facilidades, amizades, tempo, posição e influências, para obter qualquer favorecimento, para si ou para outrem;

(...)

III - ser, em função de seu espírito de solidariedade, conivente com erro ou infração a este Código de Ética ou ao Código de Ética de sua profissão;

IV - usar de artifícios para procrastinar o exercício regular de direito por qualquer pessoa, causando-lhe dano moral ou material;

(...)

VI - permitir que perseguições, simpatias, antipatias, caprichos, paixões ou interesses de ordem pessoal interfiram no trato com o público ou com colegas hierarquicamente superiores ou inferiores;

VII - pleitear, solicitar, provocar, sugerir ou receber qualquer tipo de ajuda financeira, gratificação, prêmio, comissão, doação ou vantagem de qualquer espécie, para si, familiares ou qualquer pessoa, para o cumprimento da sua missão ou para influenciar outro servidor público para o mesmo fim;

(...)

X - desviar servidor público para atendimento a interesse particular;

(...)

XII - fazer uso de informações privilegiadas obtidas no âmbito de seu serviço, em benefício próprio, de parentes, de amigos ou de terceiros;

XIII - apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele;

XIV - dar o seu concurso a qualquer instituição que atente contra a moral, a honestidade ou a dignidade da pessoa humana;(*)

XV - exercer atividade profissional aética ou ligar o seu nome a empreendimentos de cunho duvidoso (*).


(*) Seria o Foro de São Paulo?

20 outubro, 2006

Comentário Conservador

Podcast de entrevista com o Professor Olavo de Carvalho, em duas partes. Para ouvir, refletir e aprender.


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Parte 2:


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19 outubro, 2006

Fora, Lula!

Eu bem sei que a linha ideológica e programática do PSDB não coincide com as minhas aspirações. No entanto, junto de Lula e do PT, até Fernando Collor pode ser considerado um anjo de candura.

Alckmin não é flor muito cheirosa, mas entendo que ele tenha o perfil mínimo do que se espera de um político. O seu plano de governo poderá ser baixado simplesmente clicando-se aqui.

Alertar ao povo sobre os desmandos e desmazelos do governo Lula, no meu entendimento, é um dever de todo cidadão brasileiro corretamente informado a respeito das atividades escusas do atual presidente e de seu partido. Entendo também ser uma obrigação das autoridades competentes fazê-lo responder por todos os seus atos. Cada um deles.

Não tenho como apoiar um candidato que pretenda liberar o aborto indiscriminado no Brasil, que esteja envolvido no maior esquema de corrupção já visto no país, que tenha infestado as estruturas do poder estatal com milhares de seus asseclas e muito mais.

Principalmente, não posso votar nem apoiar quem esteja ligado a um movimento de coordenação política denominado Foro de São Paulo, no qual associam-se diversos partidos políticos de esquerda e extrema-esquerda de vários países, bem como organizações terroristas e/ou criminosas como as FARC, o MIR chileno, o Tupac-Amaru, além do sanguinário ditador Fidel Castro, Hugo Chávez, Evo Morales e outros proto-ditadores populistas que visam a (segundo palavras do tirano do Caribe) "retomar na América Latina o que foi perdido no Leste Europeu", ou seja, o comunismo.

Por muito tempo tentou-se negar até mesmo a existência do Foro. Hoje, dada a impossibilidade de negar a existência, tenta-se camuflá-la, embora haja vasta literatura e informação a respeito na mídia investigativa honesta.

Impedir que Lula governe, seja pelo voto, seja pelas instituições republicanas da democracia, é um dever moral e ético de todo brasileiro honesto, consciente e devidamente informado, mesmo que para isso sejamos obrigados a aguentar por 4 anos um governo Alckmin. É um preço pequeno a se pagar na luta contra a hipocrisia, a desfaçatez, a mentira, o crime, o aparelhamento, a malversação e a corrupção petistas.

Fora, Lula!

13 outubro, 2006

Perguntas para Lula no próximo debate



Sugestões do Olavão para o próximo debate:

1. É verdade que o senhor fundou e presidiu a maior organização política do continente, na qual partidos legais e grupos de narcotraficantes, seqüestradores e terroristas colaboram em vista de um projeto político comum?

2. É verdade que essa entidade trata por igual todas as organizações filiadas, quer usem de meios lícitos ou ilícitos para a conquista do objetivo comum?

3. É verdade que o senhor, seja como candidato, seja como presidente da República, jamais prestou a seus eleitores qualquer satisfação quanto às suas atividades nessa organização, mantendo-as premeditadamente secretas ou pelo menos camufladas?

4. É verdade que as resoluções dessa organização são aceitas por todas as entidades filiadas, configurando uma estratégia unificada entre a política legal e o crime?

5. É verdade que, embora as Farc distribuam cocaína no nosso território, dêem treinamento a bandidos do Comando Vermelho e do PCC e atirem em nossos soldados das tropas de fronteira, o governo brasileiro tem cumprido rigorosamente o voto de solidariedade a essa organização criminosa, que o senhor assinou pessoalmente?

Se Lula responder “Não” a qualquer dessas perguntas, as atas do Foro de São Paulo e o discurso que ele fez ali em 2 de julho de 2005 provarão que está mentindo.

Se responder “Sim”, admitirá que é cúmplice e protetor das mais violentas organizações criminosas do continente.

E aí? Vai ou não vai, Geraldo?

12 outubro, 2006

Legumes

É, amigos...
No dia 29 será duro escolher entre chuchu e abobrinha.
Mas, pelo visto, a abobrinha está fedendo de tão podre. Bem mais podre.

10 outubro, 2006

Mercadante teria ameaçado delatar Lula


Trecho de suposto diálogo acalorado entre Mercadante (candidato petista ao governo de SP, derrotado por José Serra) e Berzoini (ex-presidente do PT, afastado por causa do escândalo do falso dossiê):

Mercadante: "Quero deixar claro para os companheiros que não vou sozinho pro inferno, levo o Lula comigo".

Berzoini: "Isso é uma canalhice sua, Mercadante. O Lula não suportaria mais essa".

Mercadante: "Isso é problema seu e do Lula. Eu não sou o presidente do PT que se acovardou na frente do Lula. Eu tenho mais de 10 milhões de votos, quero que me respeitem. O Lula não é minha muleta, não dependo do Lula pra sobreviver. Já dei provas de minha lealdade ao Lula, segurei todas as broncas dele no Senado, inclusive a do filho dele".

Tal conversa teria sido relatada por um membro da executiva do PT e chegado ao conhecimento do jornalista Cláudio Humberto.

Segundo essa mesma fonte, Lula sabia do dossiê e mandou o secretário Freud acompanhar o pagamento. Lacerda funcionou como um office-boy carregador de mala e Mercadante teria tratado com a revista Isto É por 2 milhões de dólares a capa e a matéria.

09 outubro, 2006

Desconfiados: Lula, Dirceu e toda a patota



[Lula passa por trás de Dirceu]
DIRCEU: "Ô, Lula, desculpe..."

MANTEGA: "...no dia seguinte pra hipotecar a política..."

DIRCEU: "Olha, você precisa se organizar porque domingo o Fox quer falar com Lula, porque a informação que o Fox tem do Fernando Henrique... [pára, olha assustado para a câmera] Tá gravando isso aí, gente? [irritado, autoritário] De quem é esse pessoal? É teu, Duda?"

DUDA MENDONÇA: "Não, não, é o pessoal da, da, da... do João, do documentário (...)"

[Gunshiken olha para a câmera, desconfiado]

DIRCEU: "Que João?"

DUDA: "João Sales. Foi combinado com o Lula".

GILBERTO CARVALHO: "O Lula tá sabendo. É um documentário que a gente está fazendo..."

[Dirceu, extremamente irritado, tira os óculos, esfrega as mãos, faz caras e bocas, contrariadíssimo]

DUDA: "Vamo, vamo... Olha, esse é um assunto altamente sigiloso, vamo deixar para discutir isso depois. Eles vão fazer uma cena e vão embora, não é isso? Vamo deixar pra discutir o, o, o..."

DIRCEU: "Eles são de confiança..."

GILBERTO: "Absoluta!"

DIRCEU: "...mas, não existe confiança absoluta, porque a fita do Lula sobre Pelotas acabou na mão do nosso inimigo".

GILBERTO: "Mas tem um po... exato, tudo bem, mas..."

DIRCEU: "Como não existe no Brasil..."

GILBERTO: "...mas é guardada num cofre, todo dia..."

DIRCEU: [Pára, irônico] "Vai nessa" [tamborila os dedos nervosamente sobre a mesa] "Vai nessa. Se você soubesse daonde eu tô... Se você soubesse o que eu tenho das outras campanhas, você não falaria isso".

GILBERTO: "Mas..."

DIRCEU: "Eh... Gilberto Carvalho, pára com isso. Tem gente dentro da nossa campanha que..." [sorri maliciosamente]

07 outubro, 2006

Escolha a roupa de Lula no debate

O primeiro debate relativo ao segundo turno das eleições presidenciais será neste domingo. Com qual roupa você acha que Lula deveria comparecer?

02 outubro, 2006

80 milhões dizem: FORA LULA


É, amigos... Não queremos mais 4 anos de Lula.

E olhem que tivemos que enfrentar uma gigantesca e esmagadora máquina de propaganda, inédita no país. Isso sem falar no [i]doping[/i] do Bolsa-Família - verdadeiro esquema de compra de votos institucionalizado e legalizado, embora imoral.

De um universo de 125.913.479 eleitores, quase 80 milhões (79.249.329 ou 62,94%) decidiram dar um basta ao governo corrupto do PT. Destes, cerca de 30 milhões (29.915.353) preferiram fazê-lo da forma menos eficiente e mais arriscada: abstendo-se de votar, anulando seu voto ou votando em branco (dá tudo na mesma).

Essa forma de demonstrar indignação é a menos eficiente e mais arriscada porque favorece diretamente o dono do poder, o chefão do esquema. Foi a mesma estratégia que beneficiou o proto-ditador venezuelano Hugo Chávez a tomar de assalto as instituições daquele país. Nas pseudo-eleições e referendos chavistas, o índice de abstenção atingiu um dos mais altos patamares na história da Venezuela. Não funcionou.

Aqui, os 49.333.976 de brasileiros que escolheram o 2º turno não votaram em Alckmin, Heloísa ou Cristovam. Eles quiseram dar um sonoro e bem dado não ao descaramento dos que, pegos em flagrante, preferiram acusar as vítimas. Um não ao maior esquema de corrupção com fins totalitários já orquestrado na história deste país.

Os brasileiros que se sentirem representados pelas críticas contundentes à corriola que está com as patas sujas no dinheiro público deverão votar na oposição ao governo petista, forçando-o a responder pelos seus esquemas escusos.

Não sou tucano. Meu voto não será ideológico ou partidário, mas sim pragmático. Eu e outros 80 milhões de brasileiros esperamos que a atual oposição se mostre disposta a ir até o fim com essa história. Custe o que custar.